Samba rock
Ele parece tímido, ainda que sociável. É do tipo que chega de mansinho, mas sabe bem como conquistar seu espaço. No caso do curso, precisou apenas de um mês para se soltar: agora conversa, pergunta e até se arrisca com algumas piadas.
Está sempre sorrindo, é bem humorado. Mas se o assunto é trabalho, muda completamente. Fica sério e responsável e afobado. Sobretudo, quando precisa escrever sobre algum país difícil. “Honduras?!” (cara de preocupação.) Gestos, manias ou neuroses também o definem. Porém, a inocência de suas atitudes faz com que no fim tudo tenha graça.
Brasiliense, trai constantemente sua cidade ao declarar amor por uma muito mais maravilhosa. Ou por São Paulo, não importa. “No meu coração cabe o Brasil inteiro”.
Sabe sambas antigos de cor, já foi à Sapucaí e sua meta, agora, é desfilar no carnaval carioca. Mas, eclético, integra a turma do rock’n roll, dos indies e, quem sabe, outras tribos mais.
É um curioso assumido, que adora ouvir a conversa alheia. Por isso, quando ele estiver por perto, é bom ficar atento, pois nenhum comentário lhe escapa.
Contudo, cansado ou aborrecido, seu olhar – por trás das lentes – vai aos poucos esvaziando, fixo em algum lugar distante. E nesse momento, para onde ele vai, só ele mesmo seria capaz de dizer.
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